sexta-feira, 8 de junho de 2012
Câmara reduz representatividade mas não seu custo
Vai se discutir muito nos próximos dias a questão do número de cadeiras na Câmara Municipal. Na última sexta-feira, os vereadores confirmaram votação anterior, alterando a Lei Orgânica Municipal, reduzindo de 21 para 12 o número, o que vai afetar muito a vida política da cidade, principalmente os partidos, já organizados para participar pelo modelo que vigorava pela lei aprovada por eles mesmos, anteriormente e que previa mais representatividade no Poder Legislativo.
A intenção deste blog é orientar os filiados do Partido Verde. Então, cabe esclarecer o assunto, principalmente porque a luta continua e, com 12 ou 21 vereadores, precisamos estar com o discurso pronto para o enfrentamento político.
A verdade é que a redução de cadeiras compromete muito a representatividade do Legislativo Municipal e pode ter sido votada por interesses condenáveis. “Quem lembra das câmaras de 21 sabe que elas eram melhores que as de doze. E as câmaras de 21 eram melhores porque elas permitiam que mais interesses coletivos, inclusive de minorias, fossem representados. Já tivemos vereador que defendia os interesses dos portadores de necessidades especiais, que defendiam o trabalho para os adolescentes, tivemos vereador até que ousava questionar o monopólio das empresas de ônibus... Hoje não tem mais nada disso porque só se elege quem tem dinheiro para sustentar cabos eleitorais e não mais aqueles que tem propostas de interesse coletivo. Além disso, sabemos que os nossos doze vereadores se alojaram muito bem nos partidos com maior potencial de voto, e com argumentos para coligações com os partidos “nanicos” que interessarem a eles, sempre na busca de mais facilidade para a reeleição”, declarou nesta sexta-feira o Partido Verde à imprensa local.
Temos que lembrar que as votações importantes da Câmara acontecem com a aprovação de dois terços. E é mais fácil o prefeito comprar a consciência de oito vereadores na câmara de doze que se adonar da consciência de quatorze na câmara de 21. Cadê o Bira que era uma pedra no sapato do prefeito na Câmara de 21? Não se reelegeu, como também ficaram de fora na Câmara de 12 o vereador Wallace Deficiente, a Madalena do Camp, o João Batista que denunciava a viação... O Poder Legislativo é um poder representativo da sociedade e se representantes de segmentos da sociedade não têm condições de alcançar o poder nesse modelo de Câmara reduzida, ele é ruim, muito ruim.
O problema da Câmara hoje não é a quantidade de vereadores que a compõe e sim a qualidade dos vereadores que acabam eleitos. Os nossos vereadores são ruins em número de doze e serão ruins em número de 21 ou mais enquanto o eleitor não estabelecer melhor critério na hora de votar. E a nossa Câmara vai custar o mesmo preço para nós com 21 ou 12 cadeiras e isso os vereadores não querem comentar ou alterar. É preciso também que o eleitor veja a quem interessam candidaturas nanicas que vão se aventurar na eleição apenas para serem escadinhas e reeleger políticos que ele diz condenar. Muitos que seriam candidatos não serão mais e, agora, vão se oferecer para apoiar candidatos com dinheiro, provavelmente os veradores de mandatos que todos criticam.
O problema da Câmara, vamos repetir, é a qualidade dos vereadores e não a quantidade. É também o quanto ela custa, R$ 10 milhões por ano, e nenhum centavo deste repasse será ecomizado porque teremos menos vereadores.
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